Junho de 2026.
A banca é um setor rentável e lucrativo e assim tem de ser para termos posto de trabalho. A rentabilidade em Portugal é superior à média Europeia, mas os lucros não podem ser só para alguns (administrações e acionistas). Quem produz os lucros tem de ser recompensado por o seu trabalho mensal. Não podem ser só os trabalhadores a carregar o peso da inflação.
A inflação do INE tem uns ponderadores que não sabemos quais são, e um cabaz de compras que ninguém conhece, o que sabemos e é real, é que os preços no supermercado entre 2022 e 2025 subiram em média 31%, os administradores da banca também o sabem, aumentaram-se a eles próprios em 2025 cerca de 27%, qual é que tem sido os aumentos dos trabalhadores bancários? O SINTAF “só” pediu 15% de aumento.
Exigimos equilíbrio nestas decisões. Queremos ter uma vida digna.
Para se trabalhar na banca são exigidos cursos superiores e um grau elevado de conhecimentos, bem como uma constante actulaização dos conhecimentos, objectivos exigentes, então porque não pagam ordenados a condizer com as exigências?
O pacote laboral que nos estão a tentar impingir é um retrocesso civilizacional, traz despedimentos para quem tem salários mais altos e direitos, garantindo que o trabalhador não é reintegrado mesmo que o despedimento seja ilícito, salários baixos através do outsourcing que pode entrar logo no dia seguinte ao despedimento, horas extras não pagas, através do banco de horas, deixa de ser necessário a isenção de horário (IHT). Caducidade das contratações coletivas, onde está o SAMS. É o ACT que garante o SAMS.
Lembramos que todos os direitos que temos foram conquistados com luta. Nada foi oferecido.
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ODOS À GREVE GERAL




