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Aos trabalhadores do BNP Paribas - Sucursal em Portugal

Sobre a 2ª Reunião do processo de conciliação, referente à negociação por um Acordo de Empresa (AE) justo e dignificador.

Conforme é do conhecimento dos trabalhadores, o BNP recusou-se a negociar um AE com o SINTAF, tivemos de recorrer a uma ferramenta legal e pedir a conciliação ao Ministério do Trabalho através da DGERT.

Dia 8 Setembro realizou-se a 2ª reunião, tendo sido a 1ª em 9 de Junho - que serviu apenas para apresentação dos negociadores e do AE (que o banco já conhecia). O banco pediu o tempo legal para fazer uma contraproposta, depois vieram as férias de verão e finalmente voltamos à mesa de negociação.

Na contraproposta o BNP recusou praticamente tudo o que realmente interessa e acrescenta à vida dos seus trabalhadores e aceitou apenas o que já está na lei.

Chegamos a este processo de conciliação depois da recolha de mais de mil e oitocentas assinaturas num abaixo assinado por um AE justo (entregue à Administração do BNP), após dias de greve e diversos plenários com os trabalhadores, tendo o BNP, a tudo isto, fechado os olhos, ignorando as justas preocupações de quem produz lucros que já roçam o surreal e que pagam muitos milhões de euros em dividendos mas que, lamentavelmente, não se refletem nos salários.

No início desta 2ª reunião, o SINTAF voltou a lembrar o banco e a Sra. Conciliadora do processo de luta que levou o SINTAF a recorrer à conciliação na DGERT, bem como voltamos a alertar para o brutal contraste entre os salários e os lucros muito avultados do BNP, que significam, antes de qualquer outra coisa, que há espaço para aumentos salariais, bem como para implementar a semana de 35h, e ainda a progressão automática nas carreiras. Pontos centrais do AE que apresentamos, e que o BNP recusou liminarmente na sua contraproposta.

O BNP começou por dizer que não queria ter AE diferentes do que já está em vigor e que isso seria ultrapassar linhas vermelhas, ao que respondemos que assinar um acordo igual aos outros em nada alteraria o estado de insatisfação dos trabalhadores. E que é por essa mesma razão que apresentámos uma proposta de AE com os pontos já mencionados acima - entre outros.

Apesar de continuar a recusar os pontos que entendemos serem de maior importância, o BNP parece ter moderado a sua posição, tendo sido possível ver as cláusulas mais consensuais. Ficou ainda previsto que voltemos às ditas ‘linhas vermelhas’ na próxima reunião, que terá lugar a 30 de Setembro.

Todo este processo mostra que a luta organizada dá frutos. Os plenários, greves, abaixo-assinado, documentos de denúncia já permitiram iniciar efectivamente a negociação. Temos que nos manter unidos e atentos, o BNP mantém, apesar de tudo, uma postura rígida quanto às matérias que realmente interessam.

Junta-te ao SINTAF, a concretização deste AE depende directamente de quanto os trabalhadores se empenharem na defesa do mesmo. Junta-te à luta, vamos transformar as nossas vidas!

Lutar por melhores condições de vida e trabalho.

O trabalho e os trabalhadores têm de ser valorizados e não tratados como peças descartáveis.
A luta dos trabalhadores continua a ser, como sempre, elemento decisivo para resistir, defender, repor e conquistar direitos.
É o primeiro acto de participação sindical de um trabalhador.

50 anos das nacionalizações contra as privatizações! - O sector público ao serviço do País!

Em 2024 os principais bancos a operar no mercado Português tiveram mais de 5 mil milhões de euros de lucro, isto dá 14 milhões por dia. Um escândalo pornográfico neste país com tantas necessidades

Intervenções do SINTAF